até que um choque asteróide

...abrevie a humana demência
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Never love something beautiful


For once you do, and once you lose it - and you will, - then every sight of beauty, every colorful smell, sound or touch, and every memory of those, will bring you pain.

You will think you'll be forced to live without beauty, but how can one live without that which is granted to us before food, clothing or air, granted as soon as we can feel the warmth of a womb.

For beauty is everywhere. In a petal, falling from flowers that grow by drops of rain blown by the wind, as clouds split above revealing a star sprangled sky. In the noises of nature playing with itself, consuming itself and being reborn, fed for billions of years by the sun's light. In a few words, signs, artifices and every single trivial act of thought that can only exist by the wonder of evolution.

So it is not that life without beauty is unbearable. Instead, beauty is there wherever there is life. And once it hurts you, then life itself becomes painful.

It will hurt you to breath, for breathing is such a beautiful communion with the environment.
It will hurt you to smile, for what could be more inspiring of beauty than one that is sincere?
It will hurt you to meet your friends, for there's so much beauty in recognizing yourself in others.
It will hurt you to be glad, and it will hurt you to think, for so beautiful is the ultimate complexity of our intelligence

You will hope you can forget about the pain. But how can you forget what pours from everything around you?

So, never love something beautiful - that's a mistake that can't be unbound.

Yet, coming to think of it... Everything being beautiful, what else is there to love?



 

Noite paulistana


Chuva
Motorista nordestino
Cobrador maneta
Um garoto
Negro como preto
Desembaça o pára-brisa da condução

Chuva
Motorista nordestino
Cobrador maneta
Uma garota
Molhada como água
Desiste de correr até o ponto

Chuva
Motorista nordestino
Cobrador maneta
Um rapaz
Saído do hackerspace
Rabisca palavras no mocassino

Chuva
Motorista nordestino
Cobrador maneta
Uma cidade
A poesia já está feita
O poeta só a repete



 

Dançaríle


Se você em mim chegasse, dançaria
Se te visse passando, tirava pra dançar
Se teu corpo sambasse, pegaria
Tuas mãos pra contigo bailar

E se teus braços mexessem
Como um compasso
Acertava meu passo
Pra te acompanhar
E à primeira deixa, puxaria
O teu corpo pra me abraçar

E se estivesse perto, apertava
E se estivesse longe, sonhava
- Mas onde quer que esteja, te amo -
E dançava, dançava e dançava!



 

Selva de Pedra


Caminho sob estrelas e pó
Mas só o pó vejo no céu
Caminho sobre terra e cimento
Mas só em cimento pouso meus pés


Cercado de pó e cimento
No desconhecimento da terra e das estrelas
Prisioneiro de uma cidade
Que fez arranha céus da minha liberdade


Habito esta selva de pedra
Povoada de feras sedentas de óleo
E mulheres e homens em transe
Disputando as partes do seu próprio espólio



 

No valentines


(para ler cantado, em ritmo lento...)


No sweet valentines, no romance and no surprise
Nor comfort from lullabies, nowhere your pitch black eyes

Sem dia, nem namorada, sem teus olhos de jabuticaba
Sem céu ou paraíso, só saudades do teu sorriso

No shoulder to rest my head, no kisses to wipe my tears
Oh how I wish you here, oh I need you near

Leve tudo o que você puder, é o direito de toda mulher
Mas lembre-se, quando me ver, faça o favor de se esconder

Don't let me remember you, don't paint my heart in blue
So promise you'll disappear, and never come back, my dear! dear!

E se não deixas meu coração...

Tra pa pa trala ra ti, tra la ra para pa mi



 

A traição do amor


Dizer pra mim
Jurar pra mim
Se dar pra mim
E mesmo assim,

Tirar-me de mim

Despido de mim mesmo
Traído em meu próprio peito
Pelo amor mais perfeito

A esmo cambaleio, desorientado
Grito, choro, esperneio!

O eu desfeito não se encontra
Até que em ti se apóia
Em você se monta
Em teu abraço o amor perdõa

E de novo em ponta
Ao passo alegre
Contigo se ama,

Em nós se ergue




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